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Convergência digital é tema principal da nova etapa do programa de capacitação da ACAERT

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT) iniciou na segunda-feira (2) a nova etapa do programa de capacitação SMART Rádio, a qual terá destaque temas como convergência digital, programações musical e jornalística. O programa contará com a participação do empresário, jornalista e proprietário do portal tudoradio.com, Daniel Starck.

Realizando um ciclo de palestras no decorrer desta semana nas cidades de Blumenau, Chapecó e Criciúma, Daniel Starck abordará sobre o tema “Offline (essenciais) e online: o que o Rádio precisa considerar nesses dois ambientes” e discutirá sobre a necessidade de convergência digital como diferencial competitivo, conciliando os meios.

As palestras terão início nesta terça-feira (3) e serão realizadas nos próximos três dias nas sedes regionais do Sebrae/SC. Hoje o encontro acontece a partir das 16h, em Blumenau. Já na próxima quarta-feira, às 19h30, Daniel Starck irá palestrar em Chapecó e o ciclo se encerra na quinta-feira em Criciúma, também a partir das 19h30.

Entre as atividades também estarão as gravações de módulos das aulas que abordarão em relação a programações musical e jornalística, estes que serão disponibilizados aos participantes do programa por meio de cursos à distância.

A Assessoria de Imprensa da Acaert conversou com o palestrante sobre sua participação. Confira:

– Quais são suas expectativas para a capacitação?
Estou bastante animado. Há uma procura crescente por uma maior profissionalização do setor, atendendo uma demanda que é crescente conforme a tecnologia avança. Os desafios estão cada vez maiores e vejo que o rádio, assim como os profissionais desta área, tem uma oportunidade única para aproveitar essas mudanças. Basta lembrarmos que o rádio é o veículo que mais tem se adaptado a qualquer nova tecnologia que apareceu ao longo de sua trajetória. E hoje não é diferente. Mas é preciso investir em conteúdos relevantes, não só no formato de transmissão desse material.

– Fale um pouco do conteúdo que você vai ministrar.
São duas frentes. Nas aulas de ensino a distância eu abordo um assunto que parece bem básico na primeira impressão. E até uso essa palavra (básico). Falo de programação musical em vários formatos de rádio e também de programação jornalística, seja ela numa rádio musical ou 100% de jornalismo. E, a partir disso, as estratégias que são recomendadas para as rádios. Como eu disse: parece básico, mas programação é o coração do rádio. De nada adianta uma super estrutura, conectada, se o conteúdo entregue falha no básico. E, com uma maior concorrência de plataformas, a programação precisa ser cada vez mais acertava.

Já nas conversas em Blumenau, Chapecó e Criciúma, eu falo de temas que o rádio precisa considerar em sua atuação digital e também no offline, dando mais ênfase à adaptação do conteúdo de rádio nessas novas plataformas. Reforço a ideia que precisamos ser cada vez mais acertivos, devido a maior concorrência.

– Qual a sua opinião sobre ensino à distância?
Acho importante. O dia-a-dia é um grande impeditivo para os profissionais ampliarem seus conhecimentos e aprimorar suas práticas. E a internet está aí para auxiliar nesses casos. Se aproximar mais da rotina dos profissionais, sem a necessidade de deslocamentos e dar a opção do profissional aproveitar esse conteúdo proposto da maneira como preferir.

Quais são as tendências do mercado para a Radiodifusão?
O digital é algo importante e cada vez mais próximo do rádio. Ele é a tendência. Acredito que não precisamos ficar presos à máxima de que “uma coisa substitui a outra”. Não é possível prever esse tipo de coisa, a chance de errar ao fazer isso é grande. Mas o digital já é um complemento importante para as atividades das emissoras, em alguns casos mais, outros menos. E, caso o jogo vire, é preciso que o rádio já esteja pronto. Precisamos lembrar que o digital já está na rotina da população. E isso gera muitas oportunidades para o rádio.

 

Fonte: Tudorádio