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Eleições de 2018 devem servir como reforço de segurança digital, alerta especialista

As chamadas fake news (ou notícias falsas) e os robôs digitais, conhecidos também como bots, têm ganhado espaço na internet e podem prejudicar a segurança dos usuários na rede neste ano, em razão do processo eleitoral que acontece no País em outubro. Quem faz o alerta é Bruno Prado, CEO da UPX Technolgies e especialista em segurança digital.

A conectividade proporcionou uma mudança no comportamento do usuário eleitor, que passou a consumir conteúdo informativo por meio das redes sociais, afirma o especialista. Diante disso, as mídias tornaram-se meios de comunicação protagonistas, abrindo caminho para colunistas e veículos considerados “independentes” como fontes alternativas aos grandes grupos. “Se, por um lado, há hoje mais democracia na informação, esse canal também preocupa os agentes da segurança digital pela facilidade na viralização de notícias falsas”, diz Prado.

A Universidade de Oxford publicou recentemente uma série de estudos sobre “propaganda política computacional”, incluindo um documento de cerca de 40 páginas sobre o Brasil. Segundo a publicação, os bots – sistemas automatizados que imitam o comportamento de usuários em redes sociais – são “determinantes” nos grandes eventos da política brasileira desde 2014. Esses bots são capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive, ser importante arma política.

De acordo com o especialista da UPX Technologies, as redes sociais devem ser encaradas pelas autoridades como uma questão de Segurança Digital durante o processo eleitoral. “As equipes de tecnologia do Governo e das campanhas eleitorais devem ficar atentas a outras modalidades de crimes virtuais, como a simulação de páginas falsas para o roubo de dados pessoais dos usuários e movimentações nas camadas inferiores da Internet – como Deep Web e Dark Web – para a troca de informações ou até mesmo a compra e venda de ataques virtuais”, afirma Prado. “Um deles é o de negação de serviço, mais conhecido pela sigla “DDoS”, para a tirar do ar canais online do Governo, do Tribunal Eleitoral, de partidos ou de candidatos”, complementa.

Prado afirma que até mesmo organizações e empresas não ligadas diretamente ao processo eleitoral ou ao ambiente político devem ficar atentas. “É comum alguns gestores congelarem os investimentos à espera de um panorama econômico com os novos eleitos. Porém, as organizações continuam vulneráveis a casos de hackativismo, em que hackers invadem sites ou derrubam serviços digitais de forma quase aleatória para defender ou promover uma causa. Desta forma, a implementação de medidas preventivas pode evitar prejuízos nesse período”, alerta o especialista.

 Fonte: Portal Making Of.