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O futuro do rádio e as inovações criadas pelo streaming

Criado no começo do século XX, o rádio foi uma revolução para os meios de comunicação. Até então, as notícias eram transmitidas por meio de veículos impressos ou do boca-a-boca, pode-se dizer que o rádio juntou esses dois recursos. Apesar do posterior surgimento da televisão e da internet, o rádio ainda é um dos principais meios de as pessoas se informarem. No Brasil, por exemplo, ele tem um alcance maior do que a TV.

No entanto, quando o rádio surgiu, ele era mais utilizado para a veiculação de músicas, como ainda existe até os dias atuais. Depois de algum tempo, apareceram as primeiras emissoras dedicadas ao modelo all news (todas as notícias, em tradução literal do inglês), ou seja, veicular apenas notícias e não transmitir músicas, rádio-novelas ou programas de entretenimento.

Acompanhando essa demanda do mercado e suas inovações, a Universidade de Fortaleza (Unifor) tem há 18 anos na grade curricular do curso de Jornalismo disciplinas de radiojornalismo, nas quais o aluno entra em contato com o meio radiofônico e pode praticar nos estúdios disponíveis na instituição. Uma das referências de rádio no curso é a professora Kátia Patrocínio, que fez parte da primeira turma de docentes e permanece lecionando na instituição até os dias atuais.

Patrocínio viu a concepção dos estúdios e até mesmo a construção do Bloco T, o prédio onde concentram-se as aulas dos cursos da área da Comunicação Social. Ao longo dos anos de ensino, a professora teve que se adaptar às novas tecnologias surgidas para preparar melhor seus alunos para o mercado. “Tive que aprender esse novo rádio, esse rádio com a internet e acabei ficando fascinada. Conhecer os formatos de podcast, por exemplo. Tudo tive que aprender. Não dá para a gente ficar apenas no rádio em que você liga para levar para todo mundo, é muito mais do que isso. O celular é muito mais presente do que os aparelhos de rádio. O bom é que as emissoras estão indo para os celulares por meio de aplicativo e isso facilita mais ainda”

De acordo com o presidente da Associação Cearense de Rádio e TV (Acert), Paulo César Norões, as empresas de comunicação estão procurando profissionais que saibam fazer um  pouco de tudo, pois as novas tecnologias possibilitam novos formatos de produtos informativos. Por exemplo: um portal de notícias pode ter vídeos, áudios e outros recursos multimídias, e isso exige que os jornalistas saibam como vão trabalhar com eles.

Dessa forma, o produto do rádio também está inserido nesse formato. As emissoras de rádio, como citado anteriormente por Kátia Patrocínio, estão tentando inovar lançando aplicativos, fazendo podcasts e até modificando a forma de falar nas transmissões.

Fonte: JornalismoNic