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Radialistas compartilham levantamento da Nielsen que aponta a forte popularidade do Rádio na “era do Spotify”

Artigo foi publicado pelo portal norte-americano Quartz em outubro passado. Atualmente essa realidade não foi alterada

Nesta sexta-feira (29) vários radialistas brasileiros estão compartilhando em suas redes sociais um artigo publicado pelo portal Quartz que destaca a alta popularidade do rádio (FM/AM) mesmo com a “era Spotify” (apesar da plataforma não ser apresentada como concorrente direta). O levantamento é da Nielsen e é relacionado ao mercado dos Estados Unidos, publicado pelo portal em outubro do ano passado. Apesar de não ser atual (a pesquisa tem mais de oito meses em relação a sua divulgação), pouco mudou nesse cenário.

O artigo “Radio survived the tape, CD, and iPod. In the age of Spotify, it’s more popular than ever” destaca pontos como a sobrevivência do rádio perante outros formatos de mídia que perderam muito espaço no hábito de consumo da população norte-americana. Mesmo com o avanço considerável na oferta de novos formatos de streaming (em destaque os serviços de streaming para música, como Spotify e Pandora), a relevância do rádio não foi abalada, indo de 96% dos consumidores ouvindo rádio semanalmente em 2001 para marcas próximas dos 90% em dias atuais (Nielsen, 2017), sendo de 93% no último levantamento.

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O artigo chama a atenção pra outro fato que também foi muito divulgado na época, inclusive pelo tudoradio.com e em congressos realizados pelo Brasil: o rádio continua na liderança no modo como os norte-americanos descobrem novas músicas (veja o quadro acima). Apesar do levantamento ser de 2017, isso pouco mudou atualmente segundo pesquisas mais recentes realizadas no Brasil e também em outros países, mostrando a relevância que a música possuí no meio rádio.

E em 2018?

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Recentemente uma pesquisa na Nielsen apontou que o rádio é determinante para a tomada de decisões em relação ao consumo de tendências comportamentais por parte da população, taxando o meio como “The New Black” e também o fato da audiência de rádio estar mais próxima do “ponto de compra” na comparação com o público presente em outro formato de mídia, o que mantém o veículo competitivo no cenário comercial.

O alcance segue em alta, seja nos Estados Unidos e também em outros países, como no Brasil. Lá a Nielsen aponta que o rádio atinge a marca de 93%, liderando entre todas as plataformas de mídia no início de 2018. Isso resulta em um alcance semanal do rádio de 228,5 milhões, o que é bem superior a 67,6 milhões de streaming, 25,9 milhões de rádio por satélite (mídia comum nos Estados Unidos, que não tem relação ao rádio FM/AM) e a 20,7 milhões dos podcasts.

No Brasil, segundo levantamento do Kantar Ibope Media, 91,9% dos brasileiros ouvem Rádio. E 93% dos ouvintes de Rádio preferem ouvir música pelo meio no país. Essa tendência também apareceu na última enquete realizada pelo Tudo Rádio, onde 89% dos participantes tem o rádio como fonte para consumo de música.

FONTE: Tudo Rádio.