Rádios que não disponibilizam seus conteúdos em formato on-demand estão perdendo audiência, diz Futuri

Parece um cenário óbvio, mas é importante ter um raio-x desse universo: ouvintes de programação de rádio linear (ao vivo) estão bem propensos a consumir os conteúdos gerados por suas emissoras favoritas no formato sob demanda. Um relatório da norte-americana Futuri aponta exatamente isso, indicando que disponibilizar gravações de conteúdos talk ao vivo é uma forma de ampliar a audiência das emissoras, mantendo os ouvintes ainda mais engajados na programação das estações. Além de ampliar a relação com essa audiência, o conteúdo “on-demand” e podcasts também pode gerar novas receitas.

O contexto sobre esse cenário de conteúdo ao vivo disponibilizado para consumo on-demand foi repercutido na semana passada pelo portal norte-americano Inside Radio, que ouviu executivos da Futuri. Segundo a reportagem, em 2019 a empresa fez um estudo junto com a Nielsen cujo resultado apontou que 71% dos ouvintes de AM/FM médios a pesados estão interessados em seu áudio de transmissão sob demanda. Ou seja, são audiências já propensas ao rádio que revelam um desejo de ampliar seu consumo de conteúdo das emissoras.

“O conceito de aproveitar ao máximo seu melhor conteúdo de transmissão, disponibilizando-o sob demanda, realmente ganhou força nos últimos meses (…) esse é um conceito que nós da Futuri defendemos há vários anos”, afirma  a vice-presidente sênior de conteúdo e parcerias especiais da Futuri, Zena Burns, em webinar realizado na semana passada. Para ela, o cenário visto na pesquisa de 2019 não mudou, pelo contrário, os dados de 2021 “mostrou que o apetite por esse conteúdo não estava diminuindo e estava tendo um impacto positivo nas classificações” (pontuações de audiência das emissoras).

No webinar da empresa, foram compartilhadas outras informações da série Future of Audience and Revenue: dos entrevistados, 42% “disseram que, se comunicadores locais de AM/FM publicassem mais conteúdo de áudio e vídeo sob demanda gratuitamente, provavelmente ouviriam ou assistiriam”, afirmou a executiva, que completou dizendo que “as pessoas querem esse conteúdo de você e você já está criando. Se você disponibilizar sob demanda e facilitar o acesso das pessoas, elas o consumirão.”

A empresa se ancora em casos concretos para defender este cenário. A reportagem do Inside Radio destaca um caso de uma das emissoras que utiliza uma das soluções digitais oferecidas pela empresa. Ao disponibilizar seu conteúdo ao vivo em formato on-demand, uma determinada rádio “viu um crescimento de audiência em geral”, disse Burns, analisando os dados da Nielsen após a prática. “Suas sintonizações sociais para destaques diários por meio do POST cresceram 405% desde quando começaram a fazer isso em outubro até alguns meses depois, em janeiro”, destaca a executiva.

Esses dados estiveram em discussão durante um webinar chamado “Você está perdendo audiência se não estiver sob demanda: aprenda como mantê-los”, conduzido por Ben Davis, líder de programação no formato CHR/Pop das rádios do grupo Alpha Media e apresentador de um programa matinal na WDJX Louisville, KY (FM 99.7).

Em uma de suas falas, Davis destacou que “o rádio é muito mais do que apenas uma mídia unilateral em 2022… é mais uma mídia de 360 graus (…) parte disso é garantir que nosso conteúdo digital, nosso conteúdo online, espelhe e corresponda ao nosso conteúdo de transmissão”, destaca diretor da Alpha Media.

Fonte: Tudo Rádio.

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