Share of Ear 2020: Rádio FM/AM segue líder no consumo de áudio nos Estados Unidos. Streaming avança

Em ano atípico devido à pandemia da covid-19, o rádio FM/AM norte-americano conseguiu manter a liderança em consumo entre todas as plataformas de áudio dos Estados Unidos. A afirmação é baseada na mais recente edição do estudo Share of Ear, da Edison Research. O levantamento também aponta avanços consistentes no consumo de streaming de áudio e podcasts. A expectativa do mercado é como a volta dos deslocamentos da população norte-americana vai impactar nos próximos levantamentos.

Com uma audiência muito dependente da rotina de deslocamentos diários nos Estados Unidos (trabalho, estudos e lazer), o consumo de rádio AM/FM foi impactado negativamente com o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus. A liderança de 51% de share de áudio do rádio em 2014 (ano da primeira edição do estudo) foi reduzida para 42% em 2020. Porém, a queda vista no primeiro semestre de 2020 foi mantida no segundo, segundo o estudo.

Há uma expectativa de melhora nos números do rádio norte-americano conforme o comportamento da população se aproxime de um cenário de deslocamentos mais próximo do que era visto antes da pandemia. A Nielsen já havia apontado que o rádio manteve boa parte de seu alcance durante a pandemia (91% entre os adultos) e voltou a recuperar parte dos números pré-coronavírus na reta final de 2020.

Outro dado importante relacionado ao rádio, mas que foi divulgado pelo levantamento Share of Ear durante a pandemia, foi o crescimento da parcela de audiência de rádio presente no streaming de áudio das emissoras. Hoje, 10% do consumo de rádio nos Estados Unidos ocorre via internet. O dado aponta um crescimento da audiência on-line, mas também uma manutenção da relevância da transmissão terrestre (AM/FM/FM-HD).


Partilha (share) do consumo de áudio entre todas as fontes / EUA – população a partir dos 13 anos / Edison Research – Share of Ear 2020

Streaming de áudio e podcasts

A pandemia também acentuou mudanças no consumo de plataformas digitais, como serviços de streaming e podcasts. Para se ter uma ideia, o share de áudio digital no formato de streaming foi de 11% em 2014 para 18% em 2020. Já o consumo sozinho do YouTube para áudio/vídeos musicais foi de 5% na primeira edição da pesquisa para 9% neste ano de pandemia (porém o seu pico foi observado em 2019, com 11%).

Já a participação do podcast no share de consumo de áudio foi de 2% em 2014 para 6% em 2020. E a propriedade de música, sendo o consumo de CDs, MP3s adquiridos, entre outros formatos físicos e digitais de posse de música, foi de 18% em 2014 para 10% em 2020.

O avanço no consumo de podcasts chama a atenção, principalmente pelo tempo destinado aos conteúdos em áudio nesse formato. Isso tem impulsionado investimentos de grupos de rádio em podcasting, seja na geração de conteúdo, como também na divulgação dessa fonte.

Outro ponto de destaque para 2020 segundo a Edison Research é o fato de a pandemia ter colocado os dispositivos digitais na liderança nas audições realizadas nos Estados Unidos: 53% do total das escutas de áudio partiram de dispositivos digitais, ou seja, equipamentos de streaming ao vivo ou on-demand (como smartphones e caixas de som inteligentes), contra 45% de equipamentos não-digitais (como rádios AM/FM, Sirius XM, CD-Players e toca discos). Antes da covid-19, a divisão era de 55% do total das escutas vindas de aparelhos offline contra 45% dos digitais

Fonte: Tudorádio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *